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História dos Computadores - anos 40 a 80
Edição do departamento de Programas Externos e Comunicações da Companhia IBM Portuguesa

Hoje os computadores processam dados e resolvem problemas milhões de vezes mais depressa do que os sistemas electrónicos dos anos 40 e 50, com uma pequena fracção de custo.Em seis décadas, a indústria evoluiu desde as máquinas electromecânicas de cartões perfurados e calculadoras de válvulas até aos poderosos computadores electrónicos cujas velocidades se medem em nanosegundos. Este é o resultado de inovações técnicas levadas a cabo por muitas pessoas e organizações dentro da indústria, pela IBM e outros fabricantes de computadores, universidades, clientes e inventores individuais. A IBM tem contribuido com muitas máquinas, dispositivos, "software" e tecnologia de fabricação, que se reflete em mais de 10 000 patentes da companhia e a sua liderança na investigação e desenvolvimento de computadores. As páginas seguintes cobrem as épocas mais importantes na evolução dos circuitos dos computadores e delineam o desenvolvimento paralelo alcançado na programação e no equipamento periférico. Como resultado destas inovações, os computadores estão a ser utilizados cada vez mais em todas as actividades humanas, desde a ciência, os negócios e a saúde, a administração pública, a educação e as artes, em todo o mundo.
 


 Jornal Popular Mechanics (americano) em 1949
"No futuro, os computadores poderão pesar menos de  1,5 toneladas."

Declaração de Thomas Watson, dirigente da IBM
"Penso que no mercado mundial haverá espaço para cinco computadores."

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Quarenta anos de TI: um percurso década a década

27 de Dezembro de 2004 por João Nóbrega
 

A indústria que mais rapidamente cresceu na história da Humanidade já conta com 40 anos de idade. A IDC fez um estudo onde sintetizou a história das TI e apresentou as previsões para os próximos 40 anos.

7 de Abril de 1964 foi um dia normal. Lyndon Johnson era Presidente dos Estados Unidos da América, os Beatles tinham quatro discos no top 10, My Fair Lady venceu ao Dr. Stangelove como melhor filme nos Óscares, Cassius Clay, ou Muhammad Ali, era o campeão de pesos pesados em boxe.

Martin Luther King Jr. ainda estava a oito meses de distância de receber o prémio Nobel da Paz. Dois livros importantes estavam a ser ultimados para vir a ser publicados no final desse ano: “Compreender os Media” (Understanding Media), de Marshall McLuhan, e “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (Charlie e a Fábrica de Chocolates), de Roald Dahl. A média industrial do Dow Jones estava nos 822 5/8 e um galão de gasolina custava 30 cêntimos nos EUA. A palavra “hippie” ainda não tinha entrado no vocabulário. Russel Crowe nasceu. Foi também nesse dia que nasceu o primeiro computador: o IBM System/360.

De facto, o System/360 era uma família completa de computadores – cinco no total, além de 44 equipamentos periféricos. Estes cinco modelos podiam correr no mesmo sistema operativo e utilizar os mesmos periféricos.

Até esta data, cada novo computador tinha sido um modelo único em si mesmo. Esta foi a primeira fez que um fabricante de computadores lançou um produto que permitia a um cliente começar por uma configuração base e ir construindo o seu sistema sem ter de reinvestir totalmente em software e periféricos de cada vez que um computador era desactivado e outro começava a trabalhar.

Levaria ainda um ano até que um computador fosse realmente entregue a um cliente, mas o anúncio foi feito no momento como muito importante.

Para mais de 200 executivos na indústria de computação, na altura com 10 anos, as notícias não foram uma surpresa.

Duas semanas antes, tinham sido alertados num número de uma newsletter publicada pela então start-up International Data Corporation, fundada por Patrick J. McGovern. A newsletter chamava-se EDP Industry and Market Report. Foi publicada em papel cinzento, pelo que rapidamente ganhou a alcunha de “The Gray Sheet”.

Ambos os lançamentos criaram indústrias de biliões de dólares. A Big Blue, como a IBM passou a ser conhecida – talvez por causa das caixas de computadores azuis, do seu logótipo azul ou dos fatos azuis utilizados pelos executivos – dominou a indústria de computadores nos próximos 20 anos e viu as suas receitas crescerem de três biliões para 46 biliões de dólares, enquanto a indústria como um todo cresceu quatro vezes.

 A Gray Sheet da IDC rapidamente se expandiu para uma linha de produtos de relatórios de pesquisas de mercado, depois para publicações de negócio e conferências.

Outras empresas entraram no negócio. Hoje, 40 anos depois a indústria de TI vale triliões de dólares e a pesquisa de mercado de TI é uma indústria de multi-biliões de dólares. Nenhuma indústria cresceu alguma vez tanto como as TI.

O caminho dos 12 zeros

A trajectória da indústria de TI até ao patamar dos triliões de dólares parece, em retrospectiva, um crescimento regular e vertical.

Mas não foi sempre claro que a indústria de TI fosse crescer como a erva daninha. A revista Fortune referiu-se ao IBM 360 como o jogo de azar de cinco biliões de dólares da IBM, referindo-se à aposta total de investimento da empresa nessa nova linha de produtos.

E houve cientistas de computadores e utilizadores que reclamaram, porque os programadores já não trabalhavam directamente no hardware. Na altura do lançamento do IBM 360 e da IDC havia menos de 20 mil computadores instalados e apenas uma em cada 20 empresas tinha capacidade para comprar um.

O computador médio na linha 360 custava mais de 700 mil dólares (dólares de 1964) e as aplicações tinham de ser construídas manualmente. Não havia indústria de software em pacote.

De facto, se se olhar para os valores do investimento em TI ao longo dos anos, pode verificar-se que nos primeiros tempos a indústria era incerta.

Um sinal da natureza de “tentativa” dos primeiros negócios de computadores pode ser observado pelo número de empresas que deixou o negócio nos primeiros 10 anos depois de 1964.

A lista inclui gigantes da electrónica como a RCA, a GE, a Xerox, a Westinghouse, a Bendix e a Northrop bem como empresas de outras indústrias que se queimaram na procura de pastos mais verdes. A indústria de computadores nunca foi para “cardíacos”.

Houve muitas reviravoltas na jornada de 40 anos de então para cá. Não faria mal nenhum fazer uma apreciação das raízes da indústria. Se formos de década a década através de números anterior da “Grey Sheet” seríamos capazes de concluir sobre os principais pontos-chave, que tornou a indústria no que é hoje.

Os anos 60

Havia uma indústria de computadores antes do anúncio do IBM 360, mas nunca mais foi a mesma depois disto. Outros fabricantes – Honeywell, RCA, National Cash Register (NCR, Burroughs, GE – foram forçados a desenvolver as suas próprias famílias de computadores.

O número de computadores instalado em empresas cresceu de menos de 17 mil no início de 1964 para 90 mil no final de 1969.

Mas, houve outros pontos-chave nos anos 60:
Em 1964 a GE ganhou um contrato chave para desenvolver um sistema de computador – Projecto MAC no MIT – que poderia ser partilhado por diversos utilizadores ao mesmo tempo. Esta iniciativa legitimou o conceito de partilha de tempo que se tornou num negócio de multi-biliões de dólares no final dos anos 70 e que ajudou a esporar o desenvolvimento de redes de computadores e, em última instância, a Internet.

Em 1966 a Federal Communications Commission (FCC) começou os processos para avaliar que equipamentos poderiam ou não ser ligados aos sistemas de telefone norte-americanos, permitindo aos computadores ligar-se sem serem regulados.

Em 1969 a IBM começou a vender o seu software separado dos computadores. Esta separação ajudou a lançar a indústria independente de software em pacote.

Também em 1969 o Departamento de Justiça norte-americano apresentou um caso de anti-monopólio contra a IBM (depois de várias empresas terem apresentado acções judiciais de anti-monopólio privados).

A IBM passou grande parte da década seguinte a defender a sua posição de mercado nos tribunais. A acusação desistiu em 1982, muito depois de muitas das questões levantadas terem deixado de fazer sentido.

Os anos 70

Nos anos 70 verificou-se uma penetração contínua de negócios dedicados aos computadores, alimentada em parte pela indústria de software em pacote recentemente criada e com elevadas taxas de crescimento.

As receitas de software em 1970 foram de 75 milhões de dólares, enquanto que as receitas provenientes de software desenhado à medida, na maioria efectuado por empresas que vendiam software, tinham um volume cinco vezes maior.

Mas, no final da década, a indústria de software em pacote valia dois biliões de dólares e era maior que o mercado de software à medida.

Em 1970, uma pequena empresa de Massachusetts, com um quinto da dimensão da IBM, introduziu um computador para utilização em laboratórios, fábricas e outras máquinas industriais.

A empresa era a Digital Equipment Corporation (Digital) e o computador era o 16-bit PDP-11. O computador foi bem aceite e em finais da década de 70 já existiam mais de 250 mil PDP-11 instalados.

A IDC criou o termo minicomputador para estes tipos de sistemas e no final da década já existia um milhão de equipamentos deste tipo instalados.

Em 1977, a Digital anunciou novos computadores de 32 bits, o VAX 11/780, que rapidamente se tornou um sucesso de vendas. Na senda do VAX, as receitas da Digital cresceram para pouco mais de um bilião de dólares em 1977 para mais de 14 biliões em 1998, altura em que foi adquirida pela Compaq.

Ao longo do tempo o VAX e outros equipamentos semelhantes de vários fabricantes de minicomputadores começaram a sair dos laboratórios e das fábricas para outros departamentos empresariais e passaram a fazer processamento de dados de negócio ao nível de departamentos, muitas vezes causando consternação aos gestores de processamento de dados que tomavam conta dos complexos datacenters e que começaram a ver os seus mainframe IBM a ser postos de lado.

Mas, a infiltração dos computadores em departamentos era apenas uma experiência, como se veio a provar mais tarde, com a invasão que haveria de ter lugar na década seguinte.

Além do primeiro microprocessador, do primeiro computador pessoal, e dos primeiros sistemas POS e ATM, a década de 70 viu surgir ainda o primeiro sistema operativo de armazenamento virtual, a primeira Ethernet LAN, a primeira rede de dados por satélite, a primeira loja de computadores, a primeira disquete, a primeira impressora laser, o primeiro jogo de vídeo (o pong), a primeira folha de cálculo e o primeiro “worm”.

Os anos 80

Em 1980, o computador pessoal já tinha maturidade suficiente para que o negócio valesse um bilião de dólares, mas a indústria não atingiu o melhor do seu rendimento até que o IBM PC, a primeira grande máquina de 16-bit, apareceu na capa da revista Time, em vez do tradicional “Homem do Ano”, em 1983.

Neste caso foi chamado “A Máquina do Ano”. E como se diz “o resto é história”. Os PC invadiram os postos de trabalho, encontraram o seu lugar nas casas das pessoas e até chegou às secretárias de alguns estudantes felizardos.

O número de PC instalados cresceu de menos de um milhão em 1980, mesmo contando com modelos populares como os Commodore PET, para mais de 100 milhões no final da década.

A par dos PC surgiram uma série de negócios auxiliares: distribuição de comutadores, edição assistida por computador, formação e educação, finanças pessoais e aplicações de impostos e, é claro, a Microsoft.

Mas, os anos 90, não se cingiram aos computadores pessoais. A década viu também os primeiros discos ópticos (1980), o primeiro filme baseado em gráficos de computador (Tron, da Disney, em 1982), a criação do termo “ciberespaço” pelo autor de ficção científica William Gibson (1984), e a primeira estação de trabalho com pacote de instruções reduzido (1987).

A década também viu a transformação da ARPANET em algo que veio a chamar-se Internet, a primeira ferramenta de programação visual genérica no PowerBuilder e o primeiro worm verdadeiramente destrutivo, criado em 1988 por um estudante aborrecido (Robert Morris).

Os anos 90

Poderá a década de 90 ser algo mais que a década da Internet? Claro. O termo Internet, referindo-se a uma colecção de redes gerida pela National Science Fundation (NSF) e vulgarizada pela ARPANET do Departamento de Defesa, tornou-se popular nos anos 1980 e o protocolo de transmissão (TCP/IP) tinha sido criado em 1974.

Mas até 1991, quando a NSF abriu a Internet à utilização comercial, era utilizada apenas por algumas centenas de académicos e cientistas.

A Web tornou-se um fenómeno. A adopção foi meteórica. No início da década, apenas algumas centenas de pessoas utilizavam a Internet, no final, existiam mais de 300 milhões.

Além disso, existiam biliões de páginas Web, mais de um quarto de um trilião de dólares de comércio na Internet, um boom do mercado de acções e uma terminologia totalmente nova.

As pessoas comuns começaram a chamar à Internet, a “Web”, ser uma start-up na Internet era ser uma “dot-com”, os fornecedores de serviços de Internet chamam-se simplesmente “ISP” e fazer qualquer coisa na Web é fazer “e-qualquer-coisa”.

Se a década começou com um fenómeno – o HTML de Berners-Lee e o browser – terminou com outro: o medo do bug do ano 2000 (Y2K). Ao longo dos anos 70, 80 e 90, os programadores escreveram frequentemente programas com campos de data de apenas dois dígitos.

Os especialistas informáticos tinham-se preocupado ao longo dos anos se isto iria causar problemas quando os dígitos passassem de 99 para 00.

A maior parte das empresas começou a resolver o problema discretamente nos anos 90 ao fazer upgrades de software, ao comprar novo hardware e ao conduzir projectos de “remendagem” para descobrir e arranjar os campos de dados que eram considerados bug.

Ainda assim, as autoridades governamentais e alguns peritos em computadores preocuparam-se e acharam que o bug não seria resolvido a tempo, e as profecias da desgraça começaram a proliferar na imprensa no final dos anos 90.

No Outono de 1999, políticos, jornalistas e alguns auto-proclamados profetas (algumas consultoras) levaram o público ao desespero. Os cidadãos foram alertados para armazenar alimentos, água e dinheiro (para o caso das máquinas ATM falharem).

Os artigos na Web e na imprensa preocupavam-se com a miríade de sistemas de controlo com software embebido: tráfego aéreo, controlos de condutas, distribuição de electricidade, etc. Milhões de polícias e bombeiros extra foram destacados para a noite da passagem de ano, e os novos media partiram para a ilha de Tonga (primeira zona do mundo a passar para o novo ano) e os políticos dirigiram-se para abrigos criados em tempos para protecção contra ataques nucleares.

Nada aconteceu. A nova década, o novo século e o novo milénio começaram sem avarias de monta. No dia seguinte, milhões, talvez biliões de pessoas em todo o mundo estavam de ressaca.

A indústria viria a ter a mais longa dor de cabeça, uma vez que os clientes absorveram então a tecnologia que eles tinham apressado a comprar para fazer face ao Y2K.

Actualidade (2004)

Não é necessário falar muito sobre os quatro anos que já passaram da actual década. Estes anos ainda estão frescos na nossa memória.

Apesar da IDC ter previsto que as acções da Internet iriam cair no início da década, nunca achou que iriam arrastar consigo o resto do mercado de alta tecnologia e inclusive o mercado em geral.

Nem a IDC nem os economistas previram uma recessão global em 2001. As agências governamentais não previram os ataques de 11 de Setembro, os peritos em combustíveis fósseis não previram um aumento de 50% nos preços do petróleo, as agências governamentais não previram escândalos como o Enron, o WorldCom, o Tyco, entre outros.

Esta tempestade de eventos aprofundou e distanciou a viragem da recessão.

Assim terminaram os primeiros 40 anos das TI: num ponto de inflexão que se seguiu ao terceiro grande ciclo de computação em quatro décadas, o ponto a partir do qual o crescimento económico real da economia trazido pela Internet e pela World Wide Web terá lugar, e o ponto a partir do qual a indústria e as condições de utilização de computadores estarão muito mudadas em relação ao ciclo de 1985 a 2000.

Previsões

Em 1937, a Sociedade das Nações encomendou a alguns dos cientistas de renome da altura um estudo para prever os próximos cinquenta anos de tecnologia.

Os cientistas poderão ter acertado nalgumas coisas, mas as previsões são mais notáveis pelo que falharam: radar, jactos, antibióticos, bomba atómica, pílula.

Portanto, de acordo com a IDC, olhar para os próximos 40 anos poderá ser ambicioso, mas “ao examinar as tendências actuais e ao fazer previsões poderemos desenvolver uma imagem do que poderá ser verdade na próxima década”, refere.

A IDC acredita que estamos a entrar numa nova era, em que a computação se torna mais móvel e mais pessoal. “Chamem-lhe convergência, computação universal, era do gadgets, mas o computador pessoal já não é o centro do universo da computação.


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